sábado, 6 de dezembro de 2008
BLOGUES, LITERATURA E AMIZADE
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
(Tim, dos Xutos e Pontapés)
Ele andava quase sempre atrás dela! Quando não era atrás, era ao lado! Aparecia sempre quando ela menos esperava! Era como uma sombra quase permanente e em determinadas alturas colava-se mesmo a ela e não arredava dali. Ocasiões havia em que parecia que ele estava ausente mas de um momento para o outro... lá estava ele... Poderia dizer-se que ele era chato, pois ter alguém sempre à perna é chato! Mas ela adorava a presença dele! Ela até estranhava quando ele não estava ou quando demorava mais um pouco a aparecer... mas mesmo naqueles momentos em que ela duvidada que ele fosse aparecer... ele acabava por vir...
... E naquele momento complicado ele estava mesmo ali, ao lado dela, a guardá-la, a mimá-la... e mais do que nunca ela precisava tanto disso... ela estendeu a mão embora sabendo que ele não a agarrava... não porque ele não quisesse, ele só não agarrou a mão dela porque os Anjos não têm forma... limitam-se a cumprir a sua função de ... Anjos da Guarda!!!
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
A AVALIAÇÃO DE PESSOAS NO DIVÃ DO SOFÁ AMARELO...
Qualquer pessoa entende avaliação como sinónimo de ameaça, injustiça, ineficácia... e na verdade avaliação de pessoas – no público ou no privado – é exactamente isso! É normal, portanto, que as pessoas não gostem de ser avaliadas e tudo façam para o não ser! A experiência aqui do Sofá Amarelo nesta matéria não é muita mas a suficiente para perceber que cada avaliação corresponde geralmente a uma injustiça tremenda – porque em qualquer empresa ou organismo público há sempre uma fatia de pessoas que nem precisa de se preocupar com as avaliações: alguém «olha» por elas e atribui as positivas notas correspondentes. E quando assim é, «tem» que haver alguém que vai ser bafejado com notas mais baixas... e não interessa o desempenho... aliás, praticamente não conheço avaliação que tenha a ver com o desempenho... conheço sim as que têm a ver com o tipo de relação dos avaliados com as chefias...
Sei de avaliadores que dizem aos avaliados que não lhes dão notas altas para não «chamar a atenção» da administração. Sei também de avaliadores que não gostam pessoalmente do avaliado e lhe dizem na cara que o vão avaliar por baixo por isso. Sei de pessoas que foram num ano avaliadas com notas altíssimas e no ano seguinte foram... despedidas! Isto no privado, mas no público não será muito diferente! Por isso estou do lado de todos os que contestam as avaliações: quando elas forem justas e equilibradas eu serei o primeiro a defendê-las! E há outra coisa: a pessoa pode ter passado anos a ser bem avaliada, ser estimada por todos os colegas e hierarquias, mas na hora da verdade isso não vale de nada!
E depois, outro pormenor das avaliações tem a ver com os impressos: aqui recorre-se a um tipo de linguagem que não sei quem inventou, ou se foi mal traduzida da Europa, onde se usa e abusa de expressões como «proactivo», «flexibilidade», «clientes» - quando em causa está um trabalho que nada tem a ver com aquelas e outras designações... depois, tenta-se adaptar mas o soneto sai sempre pior que a emenda! Aquilo que as pretensas avaliações têm provocado não só nos professores mas um pouco por todo o lado é a desunião e a desconfiança entre pessoas que trabalham lado a lado. A mal da motivação e da produtividade. Chefes, patrões e outros que tais perdem com isso... será que não percebem? Os chefes defendem-se argumentando que também eles próprios são avaliados, mas mais do que serem avaliados eles são é mandatados...
No dia 4 de Dezembro passam 28 anos sobre a morte em acidente/assassinato de Francisco Sá-Carneiro, antido deputado à Assembleia Nacional, 1.º Ministro de 1978 a 1980 e líder carismático do PPD/PSD. Passados estes anos andei à procura de algo que ainda lembrasse esses tempos e não foi difícil descobrir: esta «mensagem» dos tempos conturbados do pós 25 de Abril de 1974 encontra-se numa parede de um prédio num beco no Pragal, Almada, mas haverá mais «ditos» do género por aí - a história também se faz destas coisas!quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
CRISTIANO RONALDO - O MENINO DA ILHA QUE TINHA UM SONHO REDONDO...
Havia uma vez um menino que vivia numa ilha e que parecia igual aos outros meninos: era um pouco rebelde como todos os meninos, brincava como todos os outros meninos e gostava de jogar à bola... como todos os meninos! Só era diferente dos outros meninos numa coisa: no Sonhar! Sim, no Sonhar! É que ele tinha sonhos redondos, sim, sonhos redondos! Mais nenhum dos outros meninos que brincavam com ele avistando ao longe o mar tinha o mesmo tipo de sonhos! Os dos outros meninos eram sonhos normais! Os sonhos dele eram redondos! Redondos como uma bola, tão redondos que um dia ele agarrou num dos sonhos redondos, foi à praia e embarcou num dos sonhos...
... O sonho redondo trouxe-o até uma cidade grande! Aí ficou durante uns tempos! E continuou sempre a sonhar sonhos redondos! Às vezes as outras pessoas riam-se quando ele falava dos seus sonhos, mas ele não se importava... um dia mais tarde pegou noutro sonho redondo, foi de novo até a praia e voltou a embarcar... desta vez rumo a outra cidade grande que ficava num país enorme!
Nunca largou os seus sonhos redondos! Só ele sonhava assim! Nessa cidade grande e nesse país enorme começou a subir uma montanha muito alta: o caminho era muito longo e difícil, os que tinham chegado alguma vez ao topo tinham demorado muito tempo, mas o menino que sonhava sonhos redondos subiu, subiu, subiu rápido, tão rápido que depressa chegou ao cimo da montanha... e a montanha era uma daquelas montanhas difíceis de subir, a mais implacável das montanhas... também conhecidas por Montanhas da Vida...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
O QUE É MELHOR QUE UM SOFÁ?
... só mesmo...
um sofá...
... e uma lareira!!!
Ele já estava naquele Caixote de Velhotes há uns anos! Nesse dia fazia 99 anos, portanto ainda tinha um ano para usufruir do que agora se chamava - não Vida - mas Sopro! Havia sempre uma surpresa para quem fazia 99 anos, mas para ele a maior surpresa desse dia foi a chegada dela ao Caixote... ela, por quem ele tinha esperado... 50 anos!
Metade da vida sem saberem um do outro, estavam agora os dois frente a frente! Sorriram, tocaram-se, só não podiam falar porque a poluição das décadas anteriores destruíra o gás que permitia a propagação das ondas sonoras, mas para eles isso não tinha importância: 50 anos atrás já eles comunicavam por telepatia, podiam voltar a fazê-lo com toda a facilidade...
... E fizeram-no durante um ano - o melhor ano das suas vidas! - ou melhor, um ano menos um dia, porque na véspera de ele completar 100 anos, os dois encetaram uma viagem... não a viagem desconhecida que estava reservada aos residentes do Caixote dos Velhotes... mas sim a Viagem das Viagens, a Viagem que só está ao alcance dos Amantes Especiais!!!