segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Bichinhos alentejanos invadem O Meu Sofá Amarelo!


Vieram de lá mas apenas no cartão da máquina fotográfica... pelos alentejos continuam com certeza a protelar pela sua missão: a abelha fazendo o melhor mel, o louva-a-Deus louvando o que é de louvar (olhou para mim mas não pôs as mãos, que falta de respeito!), a formiga tamanho XXL arrecadando um pedaço de comida para tempos de crise (mal sabe ela a crise que por aqui vai!) e a vespa caminhando sobre as águas e... ferrando se for preciso... nalgum incauto que dela se abeire!



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

FUI EM BUSCA DE UM LUGAR FRESQUINHO...


... E ENCONTREI... depois de uma longa caminhada, como se vê pela foto ao lado. Mas quem corre (anda) por gosto, jamais sente algum cansaço, até porque caminhar quando se sabe que se vai alcançar o que se quer dá outro ânimo e energia suficiente!
Na foto de baixo aí estou eu todo contente no meio de um lugar fresquinho, bem ao contrário do calor que faz por aí. Se me quiserem encontrar já sabem que basta digitar "neve-e-fresco.pt"...





segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA COMPENSA... PARA A MAIORIA DOS HOMENS QUE A PRATICA!


O Partido Os Verdes vai apresentar na AR uma proposta de Lei que beneficie as mulheres vítimas de violência doméstica, possibilitando que estas - se forem funcionárias públicas - tenham mobilidade para se poderem afastar dos maridos que as violentam. E parece que será aprovado com os votos dos partidos de esquerda.
A ideia é boa, mas não seria preferível afastar os malfeitores em vez de afastar as vítimas? E afastar os que as maltratam era metê-los no sítio adequado: atrás de grades de ferro maciço e se possível sem verem a luz do dia... talvez assim 'clareassem' as ideias!
28 mulheres morreram em 2009 vítimas de violência doméstica, outras tantas estiveram à beira de semelhante sorte e 16 000 apresentaram queixa contra os maridos, companheiros, namorados. É mais difícil detectar e denunciar a violência que os namorados praticam sofre as namoradas mas ela não difere muito da que maridos e ditos companheiros utilizam.
Todos estes números pecam de certeza por defeito: a maioria dos maridos, companheiros, namorados que usam a violência contra as mulheres que lhes tratam da roupa, dos filhos, que limpam aquilo que eles sujam, que lhes aturam as bebedeiras e afins, que lhes fazem as refeições... usam a violência doméstica psicológica e física para conseguirem muito daquilo que pretendem. E não é sexo: é antes não terem que se preocupar com a lida da casa, nem com os filhos, nem com a roupa que tem que estar em ordem para eles vestirem, nem com as refeições que têm que estar fumegantes quando chegam dos copos com os amigos... é para se livrarem dessas tarefas "chatas" que muitos homens usam deliberada e ardilosamente a violência doméstica.
A maioria consegue manter esta situação, este paraíso para eles próprios, durante anos até que por vezes descambam e acabam por violentar de maneira irreversível quem deles cuidou durante tanto tempo... meticulosamente assassinos é a palavra certa para os designar mas são eles que menos sofrem: a (in)justiça tratará de ser benévola para com eles, e se forem detidos logo haverá amnistias e se inventarão bons comportamentos para os por cá fora e para eles refazerem uma vida... à qual não têm direito!

domingo, 1 de agosto de 2010

"MEU QUERIDO MÊS DE AGOSTO!"


Adoro o mês de Agosto! É que para além do calor propriamente dito característico deste mês, Agosto é uma altura do ano que traz imenso calor humano: as praias enchem-se de gente, as pessoas estendem as suas toalhas bem em cima das nossas toalhas, as crianças passam a correr mandando salpicos de areia para cima do nosso bronzeado, os rapazes jogam à bola na maré alta acertando em quem passeia calmamente com a água pelos tornozelos, o vento levanta chapéus de sol mal enterrados na areia fazendo voar por cima das nossas cabeças, quais papagaios multicores de nylon made in China... Adoro o mês de Agosto: as estradas enchem-se de pessoas cheias de paciência (sim, com muita paciência, porque estar no trânsito 4 ou 5 horas para ir molhar os pés à praia, só mesmo para os heróis da paciência!), abundam os carros com matrículas estrangeiras (especialmente de França), ouve-se falar noutros idiomas (em especial e de novo francês) nos bares, nos restaurantes, nos hipermercados e centros comerciais.
Adoro o mês de Agosto! Há uma espécie de nostalgia no ar quando chega Agosto: o país pára, nas repartições públicas não se consegue tratar de nenhum documento (mas também não faz mal, Setembro chega daqui a 31 dias!), 90% dos portugueses partem para a sul (como as aves migratórias) o que é óptimo pois assim posso estacionar o carro à sombra na minha praceta.
Em Agosto chegam os primos (mais respectivos filhos pequenos) do estrangeiro para ficarem uns dias em nossa casa ( e agora trazem amigos dos países de onde vêm, e esses amigos também têm filhos, o que é óptimo pois as nossas casas ficam cheias de movimento e alegria!
Em Agosto vamos à província ver os tios que entretanto já estão a ficar velhotes e já não oferecem almoço nem jantar como faziam há 20 anos atrás. Lá temos por isso que ir gastar dinheiro num restaurante e ainda por cima levar os tios mais a vizinha dos tios que entretanto ficou viúva e está sempre lá em casa a fazer companhia aos velhotes...
Gosto tanto do mês de Agosto que até o elejo como o mês preferencial para trabalhar! Sim, trabalhar, qual é o mal? Os transportes públicos andam vazios, as ruas da cidade estão cheias de turistas e o trabalho neste mês também não faz suar...

Mas, agora, a sério: ainda gosto do mês de Agosto! Recordo a ansiedade com que esperava pelos meus tios e primos que vinham de França, o rever dos meus primos da terra, mais ainda os meus avós que estavam longe, bem vivinhos e de boa saúde, as tardes de sesta na relva debaixo das árvores, as talhadas descomunais de melancia, as uvas frescas, as conversas de deitar fora pelas quentes noites adentro... e hoje revivi um pouco disso tudo (quase tudo... os meus avós não apareceram, apesar de estar à espera deles!) como se o tempo tivesse voltado uns 20 anos atrás... obrigado tio Leitão, obrigado tia Arcângela, obrigado tio Chico, obrigado tia Alda, obrigado primo Luís, obrigados primos Feliz e Manel... os camarões estavam óptimos e a companhia e a conversa ainda melhor... obrigado "meu querido mês de Agosto!"

O Meu Sofá Amarelo lamenta informar que a imagem de cima já não existe! Pode haver parecidas mas assim mesmo igualzinha não há...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A DOENÇA DA TRETA QUE LEVOU O PUTO ANTÓNIO FEIO

Quando penso em António Feio não posso deixar de pensar na imagem do miúdo reguila dos produtos Diese ou do Zé da Trincha ou de muitas outras personagens na publicidade a que António Feio deu imagem e voz. 
Depois vieram as vozes para dobragens dos desenhos animados - algo que em Portugal se faz muito bem - onde a voz inconfundível de António Feio facilitava a compreensão das séries animadas por parte dos mais pequenos, e não só!
Depois, então, a faceta de actor e de humorista que António Feio imortalizou em 'bonecos' que vão perdurar por muitos anos...
Pelo meio o seu gosto pelos Porsche e pelas coisas que apimentam a vida pelo que a sua mensagem poucos dias antes de partir pode ser uma bandeira e um lema para todos nós:
 
"Aproveitem bem a Vida, não deixem nada por dizer, não deixem nada por fazer, 
fiquem benzitos!"

terça-feira, 27 de julho de 2010

PORQUE ARDE PORTUGAL?


Portugal arde sobretudo por falta de estratégia e de valores. Não são as matas de carvalhos, faias, azinheiras, sobreiros ou pinheiros mansos que ardem, mas sim as colónias de pinheiros bravos e eucaliptos que foram introduzidas em Portugal há poucas décadas e que se disseminaram por quase todo o território, invadindo áreas de cultivo e zonas com outras vertentes de flora.

A maioria dos fogos em Portugal são, portanto, resultado de uma política florestal e ambiental adequada a um país que é de clima moderado mas que tem picos de muito calor. Portugal - infelizmente - vai continuar a arder e até se sabe onde vai arder: nos locais onde houve grandes incêndios há 8, 9 anos, porque a vegetação aí já se regenerou e está pronta para arder... de novo!

Enquanto houver falta de coragem política e a incompetência e falta de estratégias a médio e longo prazo Portugal vai arder... pelo menos enquanto houver 'lenha' para arder!