terça-feira, 21 de junho de 2011

CHEGOU O VERÃO, BRILHANTE E DESENVOLTO...

Chegou o Verão, chegou o Verão,
viva, viv' à nova estação,
quero um refresco de limão
com sabor a guaraná,
também serve uma cerveja
com gambas a acompanhar
mesmo caracóis ou tremoços,
bora lá se és dos nossos,
vamos curtir este Verão
de cheiro a mar, sabor a Sol
com dias de encantar
noites de dormir com lençol
ou então deitar sem nada...
se a companhia agradar

Chegou o Verão, chegou o Verão
manga curta, manga à cava
minissaias ou de shorts
muitas pernocas ao léu
e bronzes para mostrar
mas vê lá não te cortes
e não esqueças o chapéu
pois esta imensidão solar
se apanhada em demasia
pode ideias transtornar
e fazer perder o tino,
muita boa gente levar
a dar uma cambalhota
ficar a fazer o pino!

Chegou o Verão, o Verão chegou
brilhante e desenvolto
e agora para refrescar
vou ali e logo volto...
vou desfrutar o luar!

PEQUENOS GRANDES PORMENORES DA SERRA DA ARRÁBIDA

M

A

G

I

A


sábado, 18 de junho de 2011

JOSÉ SARAMAGO E PILAR DEL RIO VOLTARAM A ESTAR JUNTOS

José e Pilar em 2008 - a história do mundo,
dos homens e das mulheres faz-se dos grandes amores,
faz-se com pedacinhos de vida, com cumplicidade,
com fidelidade, com amizade e com partilha!
São eles (os grandes amores) que, mais que montanhas,
movem serras, pessoas e países.
A história de José e Pilar é com certeza uma das histórias
mais fortes e mais bonitas de um grande Amor!


Um ano sobre
a sua morte,
as cinzas de
José Saramago
foram depositadas
no local
onde ele pediu:
na terra da oliveira
que o viu crescer.
Lídia Jorge
apresentou
a cerimónia
que se realizou
hoje frente
ao edifício da
Fundação Saramago,
Casa dos Bicos,
em Lisboa.






quarta-feira, 15 de junho de 2011

AQUI ENTRE NÓS, QUEM SOU EU?

"O Amor é..."

"Estilhaços"?

"O Fio Invísivel"?

"Conversas no Papel"?

ou "Olhos nos Olhos - Histórias de Vida e de Sexo"?

Ah, "Estes Difíceis Amores"

segunda-feira, 13 de junho de 2011

U ÔTRU LÁDU DE FERNANDO PESSOA

Nem tudo o que Fernando Pessoa escreveu foi genialmente genial! Existe um outro lado de Fernando Pessoa mais banal, mais próximo de um versejador e mais longe do poeta e do profeta. Mas, sem dúvida, que Fernando Pessoa - hoje, que passam 123 anos sobre o seu nascimento - vale antes de mais pelo que consegue mexer com as pessoas de hoje, aquelas que se identificam com ele e que procuram os seus pensamentos e as suas ideias para orientarem a sua própria existência. Quem anda pelos blogues, sites e afins, e mesmo quem lê livros, prefácios, frequenta conferências, nota que há muitos que citam Fernando Pessoa porque a alma do poeta não tem morada certa e é intemporal! A seguir uma recolha ao acaso que fiz de escritos (alguns não chamarei poemas!) do português mais famoso do séc. XX.

Como inútil taça cheia / Que ninguém ergue da mesa / Transborda de dor alheia / Meu coração sem tristeza

Pálida sombra esvoaça / Como só fingindo ser / Por entre o vento que passa / E altas nuvens a correr

A criança que ri na rua / A música que vem ao acaso / A tela absurda, a estátua nua / A bondade que não tem prazo

Ameaçou chuva. E a negra / Nuvem passou sem mais... / Todo o meu ser se alegra / Em alegrias iguais

Como uma voz de fonte que cessasse / (E uns para os outros nossos vãos olhares / Se admiraram), p'ra além dos meus palmares / De sonho, a voz que do meu tédio nasce

As lentas nuvens fazem sono / O céu azul faz bom dormir / Bóio, num íntimo abandono / À tona de me não sentir

Meu ruído de alma cala / E aperto a mão no peito / Porque sob o efeito / Da arte que faz trejeito / O que é de Cristo fala

Brincava a criança / Com um carro de bois / Sentiu-se brincado / E disse, eu sou dois!

Vento que passas / Nos pinheirais / Quantas desgraças / Lembram teus ais

Talvez que seja a brisa / Que ronda o fim da estrada / Talvez seja o silêncio / Talvez não seja nada...

Amanhã, se estiver um dia igual / Mas se for outro, porque é amanhã / Terei outra verdade, universal / E será como esta

domingo, 12 de junho de 2011

HOJE O SOL ESTÁ MAIS BRILHANTE

Hoje o Sol está mais brilhante
e o mar está mais sereno
hoje o vento corre ameno
a prata vira platina
e o ouro diamante
hoje até a neblina
se dissipa na manhã
entre salpicos de sonhos
tecidos em pura lã
como se fossem de seda
e o horizonte se enreda
se desdobra mais além
permitindo ouvir os sinos
que em acordes de piano
em forma de sustenidos
sopram tons de violinos
pois hoje é dia de ouvir
de celebrar e de sentir
a orquestra dos sentidos!

Lisboa, Avenida da Liberdade, numa manhã de Junho