sábado, 9 de janeiro de 2016

O FUTURO TREINADOR DO FCPORTO E A MODA DO JORNALISMO DE PALPITE



Marco Silva, Jorge Jesus, Nuno Espírito-Santo, André Villas-Boas, Jesualdo Ferreira, Sérgio Conceição, Leonardo Jardim, Rui Faria, Luís Castro... só faltou falar em Mourinho ou, quiçá, Rui Vitória. O jornalismo de palpite é giro: mandam-se uns bitaites para o ar, e algum desses bitaites há-de acertar. Por acaso, nenhum acertou: o escolhido foi RUI BARROS...



PRESIDENCIAIS: AS MINHAS SONDAGENS


Antes dos debates televisivos:

- Marcelo - 67%
- Maria de Belém - 12%
- Edgar Silva - 7%
- Sampaio da Nóvoa - 5%
- Marisa Matias - 4%
- Tino de Rans - 3%
- Outros: 2%

Depois dos debates televisivos: 

- Marcelo - 53%
- Sampaio da Nóvoa - 16%
- Maria de Belém - 14%
- Edgar Silva - 7%
- Marisa Matias - 5%
- Tino de Rans - 2%
- Outros - 3%

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

POR UM NATAL MAIS VERDE



No Natal, o lixo de papel de embrulho e sacos de compras atinge níveis muito elevados. Se cada pessoa recebesse alguns dos presentes em papel reciclado ou tecido reciclado a economia seria muito significativa. E o ambiente agradeceria. É que, para além do papel de embrulho, ainda há que contar com as fitas, os cartões, os plásticos e uma série de outros pormenores dos quais as pessoas podiam abdicar sem perderem o "espírito de Natal".
Se os cartões de Boas Festas forem feitos em casa, em vez de serem comprados, para além de de pouparem muitas árvores, pode ser uma actividade familiar muito divertida, dizem os especialistas. Que acrescentam que os cartões podem não ser tão profissionais mas são com certeza muito mais apreciados por quem os recebe.
Para embrulhar os presentes, e na escolha do papel de embrulho, pode sempre optar-se pelo chamado papel eco-friendly, feito a partir de produtos naturais ou reciclados, havendo até fibras vegetais, como o cânhamo ou bambu.
Nunca optar por folhas de metal. Apesar do seu efeito agradável é um produto muito poluidor e difícil de reciclar, não tendo nenhum valor como adubo orgânico. Lembrar que algumas embalagens de presentes podem servir para embrulhar outros presentes no futuro. Antes de ir às compras, é aconselhável a dar uma vista de olhos ao que sobrou deste ou de outros Natais.
As fitas para embelezar os embrulhos podem ser reutilizáveis, desde que sejam retiradas e guardadas com cuidado. Mas a verdadeira ecologia até aconselha a que nem se use qualquer fita, pois o importante para o presenteado é sempre o que está dentro do pacote.
E até o embrulho tradicional com caixas de cartão pode ser criativamente substituído por outros materiais: e que tal embrulhar alguns presentes em antigos calendários, mapas, cartazes ou revistas já não utilizadas? O ambiente agradeceria.
Se houver intenção de utilizar material de embrulho para guardar para utilizações futuras, convém optar por caixas que possam ser dobradas para uma mais fácil armazenagem.
Rasgar o papel de embrulho é uma superstição que hoje não faz sentido. É muito mais útil e sensato retirar o papel de embrulho com o cuidado necessário para não o danificar. Se o papel ficar enrugado pode bem ser passado a ferro, por exemplo.
No Natal de hoje os presentes mais comuns são os electrónicos, como computadores, telemóveis, câmaras e máquinas fotográficas, iPads, TVs, etc, aparelhos difíceis de reciclar se forem colocados no lixo. Muitas vezes os aparelhos substituídos pelos novos ainda trabalham e o podem ser doados a familiares ou instituições de solidariedade em vez de serem colocados no lixo.
O consumismo de Natal não se vai alterar nas sociedades ocidentais. Mas pode sempre tentar-se que o Natal seja cada vez mais verde, recorrendo a pequenas opções que podem fazer toda a diferença ao planeta e até a cada um de nós.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

DA ESCOLA SEM ATRACTIVOS AOS PEDO-PSIQUIATRAS DOS "MENINOS DE LUXO"


Há uma realidade que ninguém quer ver: a Escola atingiu o seu ponto mais baixo de atracção. No geral, nada na Escola é atractivo para as crianças: a Escola obriga-as a levantar cedo, impede-as de ver os desenhos animados da manhã, afasta-as e oprime-as quanto ao uso daquilo que lhes é agradável, como computadores, tablets, telemóveis, consolas de jogos, etc, etc. É claro que é preciso aprender, mas não seria possível ensinar brincando? 

Claro que é, mas um sistema de ensino montado de uma maneira em que quase nada mudou em mais de 2000 anos (o Sócrates original não teria qualquer dificuldade em integrar-se no actual sistema de ensino), não consegue motivar nem educandos nem educadores (estes ainda têm a "cenoura" que é o salário ao fim do mês, mas tirando isso não há mais motivação nenhuma). E não há ninguém que consiga fazer uma reforma digna desse nome porque quem decide nunca trabalhou com crianças. Quem decide limita-se a usufruir dos seus escritórios climatizados nuns sétimos andares com vista para outros sétimos andares numa avenida da capital.

Os pedo-psiquiatras que têm tempo de antena - e que falam em tom monocórdico como se falar de crianças fosse como contar um segredo - nas televisões, rádios e revistas são pedo-psiquiatras de "meninos de luxo", filhos de classe sociais de médias-altas e altas para. Os outros meninos... pois esses que se lixem, ficam para os psicólogos, quando as instituições têm um furo no orçamento para os contratar. (Não refiro nomes mas apetecia-me referir, também não é difícil saber de quem falo).

E a verdade é que a maior parte desses meninos (e meninas) quase que andam ao Deus-dará. Comem mal (ou não comem nada) ao pequeno-almoço, ficam-se por um bollycao fora de prazo a meio da manhã, nem sequer almoçam se o almoço for peixe (não se "preparam" os filhos para comerem peixe, a não ser filetes), à tarde mais um achocolatado embrulhado, e à noite um hamburguer empacotado ou uma pizza... Se forem filhos de pais divorciados/separados então ainda pior. No princípio os pais "lutam" para os irem buscar, quase que se agridem e são mal-educados para as auxiliares e às vezes para as professoras por não os deixarem sair mais cedo... passado um tempo, essas crianças passam da escola para as salas de pseudo-estudo onde por vezes ficam até às 8 ou 9 horas da noite (em especial às Sextas-feiras), pois o pai ou a mãe entretanto arranjaram namorada/namorado e os filhos deixaram de ser prioritários e, de motivo de disputa, passam a ser motivo de empurra...

Grave também é o facto de muitas crianças já andarem subjugadas a calmantes, relaxantes vitamínicos, memofantes e afins: de 30 crianças que tive conhecimento numa turma do 7º ano numa Escola dos arredores de Lisboa (numa zona de classe média)... 30 delas tomavam estes suplementos ou pseudo-suplementos para a concentração e para se acalmarem. Imagine-se que adultos vão sair dali...  Ah, os tais pedo-psiquiatras (que eu não referi o nome) nem devem (ou não querem) saber destas coisas, até porque estas crianças iriam conspurcar os seus consultórios, e isso, sim, seria uma chatice!

(jag)