domingo, 24 de dezembro de 2017

CORRE, CORRE, QUE É NATAL!!!
















Corre corre que é Natal
o tempo está a esgotar
e há tanta coisa a comprar
um relógio de pulso
um biombo
talvez haja no Colombo
quiçá no Vasco da Gama
mas será que é por impulso
que levo aquele colar?
até já tenho um igual!
Que mania de comprar
e quase tudo para dar
assim manda o Natal:
computador, telemóvel
impressora, LCD,
mesmo que o dinheiro não dê,
há que comprar, é Natal,
e depois logo se vê...

Corre corre que é Natal
Bolo-rainha ou Bolo-rei
coscorão ou rabanada
já nem sequer sei
se os posso ir comprar
só me sobra nota de vinte
mas se sonhos não encontrar
não vou desesperar
vou à pastelaria seguinte...

Corre corre que é Natal
gasta tudo o que não tinhas
e quando chegar Janeiro
será que haverá dinheiro
para as coisas comezinhas?
não importa nada disso
já cá tenho o que preciso
gargantilhas de prata
fios de ovos cor de ouro
bordados a cinza lata
com sabor a tangerina
e mais um cinto de couro
ou será que é sintético
a dizer 'made in China'?

Corre corre que é Natal
anda tudo tão frenético
nesta quadra natalícia
a noite está a chegar
mas é preciso perícia
para a todos agradar,
corre corre que é Natal
e se nada se puder comprar,
se pouco houver para dar,
fique o espírito dos portugas:
ponha-se a lareira a crepitar
pois pelo menos deve sobrar
aquela coisa de lã
a que chamamos peúgas!


(jag)

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

REPUBLIQUE-SE A REPÚBLICA



Republique-se a República 
E ela que se identifique
Como de maioridade,
Republique-se a República 
Com decretos e diplomas 
Que não sejam sintomas 
De falta de liberdade
Republique-se a República
Através de manifestos
Mas que isso não implique 
Que passem por alambique
Tão enviesados textos.

Republique-se a República 
Com Eça mas sem Fradique
Para que isso a dignifique
E separe do joio o trigo
Sem fazer um jogo misto,
Republique-se a República 
E que isso não signifique 
Que na mesma tudo fique
Pois na verdade vos digo:
Que se lixe tudo isto!
A República que se republique!

Republique-se a República 
Pois passados mais de cem anos
De governos republicanos 
Mais parece um piquenique
De tachos e de biscates
Republique-se a República
E para que isto se aplique
Sem que ninguém replique
Haja alguém com tomates
Haja alguém que aqui rubrique,
Pois se esta República
Em pouca água ferve
Republique-se a República
Porque esta já não serve!

(jag)

domingo, 1 de outubro de 2017

ALENTEJO PODE SEGUIR EXEMPLO DE REFERENDO NA CATALUNHA...



O Alentejo pode aspirar também à independência, e a exemplo da Catalunha, promover um referendo. Para isso, o Alentejo poderá utilizar as muitas escolas que estão fechadas e ao abandono ou - no caso de não encontrarem as chaves das portas - sempre poderá colocar os locais de voto atrás de um chaparro... como não se sabe qual é a parte de trás dos ditos, a polícia  nunca chegará a descobrir...

domingo, 24 de setembro de 2017

HOJE É DIA DE STA. ÂNCORA MERKEL



Hoje há eleições na Alemanha. E quem haveria de dizer que Angela Merkel até é a mais desejada para ganhar? Talvez porque com Merkel se saiba que a Europa vai continuar mais ou menos na mesma. Esta é uma Alemanha que afinal acabou por "ganhar" as duas guerras mundiais que despoletou. A Alemanha é agora uma espécie de Âncora para uma Europa em decadência...

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

MÉDICOS, ENFERMEIROS, SAÚDE, LOBBIES, PRIVADO... E CADA VEZ MENOS PÚBLICO



É claro que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é para abater. Os últimos ministros da Saúde e das Finanças, de qualquer que seja o Partido, têm amaldiçoado António Arnauth - o "pai" do SNS - até à sétima geração, por este, no princípio dos anos 80, ter tido a veleidade de tentar democratizar a saúde.

Com o envelhecimento acelerado da população, os lobbies da saúde (até mais que governos ou ministros) consideram um desperdício não estarem já a sugar a medula às pessoas. Mas a pouco e pouco lá vão conquistando terreno, deixando para trás aqueles que não têm qualquer interesse pois nunca farão seguros de saúde e se morrerem é um favor que fazem ao Estado. 

Os médicos (outrora uma classe profissional intocável) e os enfermeiros estão na corda bamba das indecisões pois muitos deles estão (ou sonham vir a estar) com um pé no público e outro pé no privado, ou se possível os dois pés no privado... 

O Estado vai conservar médicos de família, que não irão além de receitarem ben-hurons, e algumas urgências de hospitais, onde as pessoas irão cada vez menos porque morrem mais depressa nas urgências do que se não forem socorridas... 

O resto será tudo entregue a grandes grupos privados, para onde irão como (maus) gestores boys dos partidos e das maçonarias do século XXI...

(jag)