quarta-feira, 3 de julho de 2013

Conversa entre PAULO PORTAS e a mãe, HELENA SACADURA CABRAL



- Mãezinha, estive toda a noite a pensar, e finalmente vou assumir...
(silêncio)
- Mas, Paulo, assumir não vai dar cabo da sua carreira política? É que não há assim tantos para votarem em si... Bom, se calhar até há! 
- Não, mãezinha, já decidi, está decidido. É irreversível, já não aguento mais aquele gajo de lábios fininhos... 
- Vai ver que ele tem outros atributos, filho... Pense bem! Oportunidades de ser feliz não são assim tantas! Ai, quem me dera que você fosse como o seu irmão, que teve dois filhos com poucos meses de diferença um do outro... 
- Não, não e não! Estou saturado, mãezinha... ainda por cima ele é dos subúrbios, já viu? Daquela coisa que acaba em á... que coisa, ainda se fosse da Quinta da Marinha... 
- Olhe, Paulo, e não seria melhor consultar o seu pai também? Podia ser que ele arquitectasse uma solução! 
- Não, mamã. Não quero passar o resto da minha vida agarrado a uma coisa curta! Preciso alargar aquilo que me dá mais prazer... 
 - Então, agora vou ser grossa: vá já falar e fazer as pazes com esse tal... indivíduo de Mass... Sei lá, não consigo pronunciar... amá, ou coisa assim! É a sua mãe que ordena! Basta ir ao sms que ele lhe enviou a dizer que substituía o das Finanças pela outra Maria com nome de homem, e fazer 'responder'! Jáááá! 
- Está bem, está bem, mãezinha, eu vou, eu vou, não me bata mais!

2 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

No meio das trevas politicas um ar de boa disposição com este dialogo entre o filho e a mãe ou o filho da mãe...

lino disse...

Bem precisava dele alargado para lá caber um canhão sem recuo!
Abraço