segunda-feira, 15 de março de 2010

QUANDO CAI A NEVE NA MONTANHA

Quando cai a neve na montanha
E a madrugada se veste de branco
Há sempre uma forma estranha
Que por vezes nos acompanha
Serpenteando pelo flanco
Mais desprotegido da Vida.

É de solavanco em solavanco
Pela encosta indefinida
Que a neve cai na montanha
E quase sempre se emaranha
Nos sentidos da descida!

Mas seja qual for a façanha
É sempre bem acolhida
E de um jeito muito franco,
Porque é de uma forma estranha
Mas sempre vestida de branco
Que a neve cai na montanha!



19 comentários:

argumentonio disse...

Um branco deveras branco
Mesmo à beira da alba cor
Diz à luz que é d’espanto
Tão branco da cor do alvor

E se tudo é uma cor e tanto
Claro, claro é o tom do amor

;_)))

Brancamar disse...

Adoro neve, tenho saudades de ir à Serra da Estrela, por onde passava muitas vezes com os filhos pequenos e de ver nevar.
é sempre um espectáculo muito bonito que a natureza nos oferece e os teus versos traduzem-no bem.
Beijinhos
Branca

Joana disse...

Deveriamos de ser como a neve. "Deixarmo-nos cair" ao sabor do vento...

Muito bonitas as fotos.

Beijocas

Graça disse...

Adorei as fotos... e as tuas palavras poéticas, mais ainda!


Um beijo de carinho para a tua semana, querido Alexandre.

Maria Valadas disse...

Lindo o poema que descreve um dos espectáculos da natureza.

Cito:
"Porque é de uma forma estranha
Mas sempre vestida de branco
Que a neve cai na montanha!"

E foi assim que a senti pela primeira vez a cair da montanha.

Beijos.

Maria

direitinho disse...

Lindo poema com paralelo à vida.
Geralmente a neve derrete e escorre nos pontos mais desprotegidos.

Mulher disse...

Muito bem!
Palmas para ti.
Adorei, bjinhos

Mar Arável disse...

Tudo muito belo

Tozé Franco disse...

Olá.
Este inverno tive oportunidade de sobrevoar a Europa central e vi um imneso mano branco. Bonito.
Um abraço.

Ezul disse...

Montanhas brancas, guardiãs de mistérios e de emoções: da nostalgia ao fascínio, do encanto à sensação de perigo e de algum temor… a pequenez do ser humano…
Fascinantes fotografias, belas palavras!
:)

Maria João disse...

Que seja sempre, a vida que de nós transborda dia a dia, tão cândida quanto a neve, que da montanha caí, e no sopé da montanha é acolhida.

Tão bonito Alexandre, tão bonito...

Vieira Calado disse...

Adoro o branco puro!

Agora o esperanto; pode estar vivo, mas a minha postagem nada tinha de esperanto...


Obrigado pela sua participação

Cumprimentos

CarlaSofia disse...

Olá, a segunda foto está muito gira!
jinhos*

Justine disse...

Que belas fotos! Com palavras a condizer...

chapeu de sol amarelo disse...

grandes imagens...

paula disse...

Bonito post, boa conjugação de palavras e imagens :-)

Secreta disse...

E que bela fica a montanha! :)

Rosa Carioca disse...

Lindo poema e lindas fotos.

escarlate.due disse...

que saudades me deram essas imagens...