sábado, 20 de fevereiro de 2016

RITUAL DE SÁBADO



É Sábado, é Sábado 
não há despertador, que bom,
oito e  meia é boa hora
para colocar na TV o som
e ouvir as primeiras notícias, 
ora bolas, c'um caneco
morreu mesmo Umberto Eco, 
a rosa ficou sem nome...
mas eu acordei com fome, 
banho mais acelerado 
e depois cereais especiais.
A seguir o café matinal
e as gordas dos jornais.

Depois vem a mercearia,
comprar cenouras, batatas,
quiçá, um abre-latas,
para a lata de feijão,
não esquecer de ir ao pão
alentejano mal cozido
o Sol está sumido
mas não está muito frio
talvez um pouco de vento
ver se vou fazer fotos
ali embaixo, à maré
há por lá umas aves
grandes e raras até.

E depois do almocito
vou bater uma soneca
nestas coisas não hesito
até porque logo à tarde
há lançamento de livro
exposições de pintura
conferências e palestras,
mas a ver se me livro
de algumas coisas destas
não chego a todo o lado
isto de andar a correr
ao Sábado não dá
se for uma caminhada
ainda vá que não vá.

À noite deve haver futebol
Benfica, Sporting ou Porto, 
já estou a ver isto torto
por causa da arbitragem...
xiii, e agora me lembrei, 
que fiz à chave da garagem?
Tenho lá a minha viola
para tocar uma serenata
Mas que cabeça a minha, 
mas olha que se lixe
se a lógica é uma batata
nem me vou preocupar
afinal hoje é um dia fixe,
É Sábado, 'bora celebrar!

3 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Gostei de ler este relato poético de um sábado
Um abraço e bom fim de semana

Menina Marota disse...

Cá estamos no Blogue, apesar de não acreditar que deixes durante muito tempo o FB a marinar.
Gostei do poema.
Bom Sábado, :)

Cidália Oliveira disse...

Acho que me perdi a meio com tanta energia 😂

Beijinho da Ci