segunda-feira, 19 de abril de 2010

HÁ UM CAIS DESFEITO PELAS MARÉS DO TEMPO...


Há um cais desfeito
Pelas marés do tempo
Onde o rio já não chega
E a brisa já não sopra,
Há um cais perdido
Nas estacas da Vida
Outrora soberba
Agora indefinida
Há um cais rasgado
Por feridas e sinais
Onde amarras são nós
Desfeitos no cais!






13 comentários:

Marta disse...

E em que a solidão impera....
Lindo o poema e as fotos maravilhosas....
Beijos e abraços
Marta

Mar Arável disse...

Certo

mas quase ignorado

há um cais que se levanta

Abraço

Joana disse...

E que está sempre a tempo de ser refeito.

Excelente combinação do poema com as fotos. Gostei. :)

Beijocas

Justine disse...

Leio o teu belíssimo texto como uma metáfora dos nossos dias amargos...

lino disse...

O cais é quase um espelho do País.
Abraço

pin gente disse...

sublimes palavras para não menos sublimes fotos.
parabéns!

um abraço

Je Vois la Vie en Vert disse...

Cais desfeito, vida estragada...

Belo poema e fotografias !

Beijinhos

Verdinha

Maria João disse...

Construamos dos Cais desfeitos, perdidos e rasgados, novos portos, com laços sem nós, em vez de amarras.

Se cada uma das partes que compõem este teu trabalho ( poema e fotografias),vale por si, o conjunto é extraordináriamente superior à soma das suas partes!

Parabéns
Beijinhos

Jaime A. disse...

Há um cais desfeito,
a espuma esquecida,
onde pára a tua cor?
Para onde levas os barcos?
Juntos, desfizemos a memória
de onde partiam as esperanças
para onde chegavam os sentidos.
Hoje, as amarras apodrecem
nas mão imundas
de restos de ontem,
em uníssono cavo...

Silenciosamente ouvindo... disse...

Alex gosto da música que hoje está
aqui e as suas sempre excelentes
fotografias,é tudo bom.
Obrigada pela visita e beijinhos/Irene

Filoxera disse...

Espantosa, esta sequência!
Um beijo.

Gi disse...

Cais palafítico da Carrasqueira. Descobri-o, por mero acaso, no dia 21 de Abril.
Tenho fotos semelhantes. ;)

argumentonio disse...

quem sabe, sabe, e estas belíssimas fotografias são apenas um pequeno exemplo!

quanto à indefinição, é de sempre e será assim porventura indefinidamente, bem assim como a matéria prima de que se fazem e refazem os sonhos, ingrediente indispensável com que pula e avança o mundo ;_)))