quarta-feira, 9 de março de 2011

UM MONTE DE CINZAS... NA QUARTA-FEIRA DE CINZAS!

Cinza cinzenta
cinzenta cinza
com cheiro a ocre,
ocre que ostenta
o cinza cinzento
o cinzento cinza
em mar de tormenta
que soa a lamento
com traço que pinta,
tinta negra cinzenta,
cinzenta negra tinta
com odor a poeirenta
na poeira indistinta
da cinzenta negra cinza
ou da cinza negra cinzenta!


14 comentários:

Luís Coelho disse...

Tanta cinza cinzenta só pode ser quarta feira de cinzas.
Que todo o pó seja de cinza e que os ventos a sepultem deixando o sol brilhar sem margem, nem sombra de cinza de tristeza.

lino disse...

São os restos da tomada de posse do coiso de Boliqueime.
Abraço

MagyMay disse...

Cinzas...
Cinzento....

Sacudo-os do meu alcance!

Marta disse...

Que fosse apenas um dia cinzento....
Mas continua tudo tão cinzento que realmente não sei o que pensar....
Beijos e abraços
Marta

Joana disse...

Não gosto de cinzas. Do cinzento tem dias.

Beijinhos

CF disse...

Adoro chegar a este blogue... sempre música bonita "do meu tempo" que me faz recordar coisas agradáveis...
Prefiro as músicas com que nos presenteia às cinzas...
Mas......
Das cinzas o bom é que deixa a recordação de algo que já foi... da madeira que crepitou na lareira para nos aquecer e da mulher ou do homem que assim que se fez pó depois da despedida

Joana disse...

Tens um selo na minha janela ;)

Beijinhos

Graça Pires disse...

Em cinza nos tornaremos...
Um bom poema, gostei.
Beijos.

Alice disse...

Bom jogo de palavras...
Gostei...

Fica bem...

Diário de um Anjo disse...

Original...dust to dust

Papoila disse...

E todos seremos cinza..pó :)

um Beijo

Daniel Silva (Lobinho) disse...

"em mar de tormenta
que soa a lamento
com traço que pinta,"

MUito bonito. "Lembra-te que és pó e aos pó hás-de voltar".

Abraço

Ana disse...

Parece um vulcão, excepto no cume;)
Beijos

Maria João disse...

Este é um poema tão melodioso que, por si só, dá cor viva a qualquer tonalidade morta de cinza.

Beijinho