terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O QUE É MAIS PARECIDO COM A VIDA?

Um dia destes perguntaram-me o que eu achava que era mais parecido com a Vida. A primeira coisa em que pensei foi um castelo de areia, mas depois achei a resposta tão vulgar que disse que ia pensar... Por circunstâncias diversas nunca cheguei a responder a essa pessoa mas cheguei à conclusão que - e àparte as vulgaridades - um castelo de areia (daqueles construídos à beira-mar com areia... molhada!) parece-me ser realmente o que há de mais parecido com a Vida! Porquê? Porque a areia só por si é frágil como a Vida, mas a estrutura edificada pode ser sólida, q.b., se for construída com a quantidade correcta de água e de areia.

Mas não há castelo de areia que não se desgaste... com o vento, com o Sol, com o frio, ou até com a danificadora intervenção alheia! E, além das intempéries, de vez em quando há ondas que varrem a praia e destroem parte do castelo... depois vem outra onda e destrói mais um bocado e mais outra onda e mais outra. Às vezes há tempo para reconstruir o que ficou danificado, outras vezes não. Na Vida também há ondas previsíveis: essas até nos permitem erguer uma muralha em volta do castelo para atenuar os impactos.. mas outras vezes a onda chega sorrateira, de mansinho, sem avisar... e destrói tudo o que levou tanto tempo a construir... tudo, ou quase tudo! É que por vezes sobram uns grãos de areia que quem tem força na alma consegue usar para voltar a erguer um castelo altaneiro... Mas, seja qual for a reconstrução, é sempre mais fácil fazê-la a dois...


11 comentários:

Paulo Sempre disse...

«Se você já construiu castelos no ar, não tenha vergonha deles. Estão onde devem estar. Agora, dê-lhes alicerces.«
(Henry David Thoreau)

Abraço

Vera disse...

A dois tudo se torna mais fácil mesmo!

Tens um prémio no meu blog :)

Beijo

angel bar disse...

Há castelos que foram feitos com pedras alheias e quando desmoronam ninguém os lembra. Mas há aqueles que deixados mais pobres pelos primeiros, e às vezes derrubados pela mais barbárie das maldades, mesmo não estando lá, a sua figura permanece imponente e para sempre... serão sempre falados e nunca esquecidos… E isso, é mesmo o mais importante.
Quanto ao privilégio de se ser dois, importa, que o segundo, após a queda do primeiro, permaneça e carregue em dobro todas as pedras, amando-o. Pois existem muitos que só estão com os brilhantes castelos pelo o que o brilho lhes pode dar… E infelizmente esses há muitos… daí todas as nossas lágrimas… Bem haja. Beijinhos

mulher disse...

Concordo que seja mais fácil edificar de novo a dois.!
Mas com coragem, determinaçao amor e muito sentido de humor,(mesmo em situaçoes mais sérias)tb se consegue sózinho.!!
Eu consegui.E estou bem com o meu castelo.
Bem hajas amigo.

Violeta disse...

é sempre mais fácil edificar qualquer coisa a dois; por isso se sente tanto a falta quando o(a)companheiro(a) se vai...

mariam disse...

SofáAmarelo,

belíssimo e bem construído pensamento!

um abraço e um sorriso :)
mariam

BlueVelvet disse...

A dois é tudo mais fácil:)
Beijinhos

Filoxera disse...

É verdade.
Escolhes sempre músicas que também adoro.
Beijos.

Pekenina disse...

Lindo texto... lindo mesmo... Speechless :)

Beijinho até esse castelo ;)

Ezul disse...

Para mim,talvez seja um livro em que o tempo inscreve cada história. As páginas irão passando, implacavelmente,e o mesmo acontecerá com as alegrias, as mágoas, as narrativas comuns, as que se cruzaram,os outros livros que se leram...Ter força para enfrentar as dificuldades talvz seja consequência da capacidade para se conseguir ser o autor das páginas mais significativas desse livro.

SimplesmenteAna disse...

Alex,

gostei da comparação "A Vida é como um Castelo de Areia".
E por melhores que sejam os alicerces pode sempre ruir e se for reconstruido a dois, tanto melhor.
Mas, é possível reconstrui-lo sozinho, com os grãos de areia, com a água, com a força da natureza porque cada grão que se acrescenta tem um valor único.
"Querer é poder".
:-)