sábado, 12 de fevereiro de 2011

O OUTRO POSSÍVEL NOBEL PORTUGUÊS DE LITERATURA

Quem poderia também ter ganho o Prémio Nobel de Literatura em Portugal? Vejam lá se adivinham! António Lobo Antunes? Hum, sim esteve lá próximo, mas não é ele! Os trigémeos Rodrigues dos Santos (sim, eles têm que ser 3 pois um está todos os dias a apresentar o Telejornal, outro faz investigações no Tibete e outro escreve livros de 700 páginas de 2 em 2 meses)? Não, também não é! Margarida Rebelo Pinto? Sei lá, Não há coincidências, mas tenho a certeza que não é ela!


Pois, o escritor português que também poderia ter sido galardoado com um Nobel é... Urbano Tavares Rodrigues! E a Casa do Alentejo, em Lisboa, homenageou-o hoje, com a presença de muitos amigos que tocaram (Grupo de Cantares Alentejanos e o duo Nuno e Henrique), o escritor Domingos Lobo, o Director da Revista Alentejo, António Murteira (na foto ao lado), e muitos outros. Urbano Tavares Rodrigues (clicar) é um dos mais produtivos e criativos escritores portugueses vivos, dono de uma escrita rica mas entendível, que vive muito do quotidiano das pessoas e dos lugares.

Por tudo o que Urbano Tavares Rodrigues fez (e faz, ainda está a escrever livros) merece que lhe tirem o chapéu. Infelizmente, Urbano não esteve na sua homenagem devido a problemas de saúde mas O Meu Sofá Amarelo foi desencantar uma fotografia que lhe tinha feito há cerca de 2 anos e meio onde "o contador de histórias" estava de excelente saúde e... humor!
E atentem nalguns dos títulos de obras de Urbano. São uma autêntica ode ao bom gosto: "Os Campos da Promessa" (1998), "Margem da Ausência" (1998), "Ao Contrário das Ondas" (2006), "O Eterno Efémero" (2005), "O Supremo Interdito" (2000), "Imitação da Felicidade" (1988), "O Último Dia e o Primeiro" (1999), e muitos outros...

9 comentários:

ematejoca disse...

Li alguns livros do Urbano Tavares Rodrigues e da sua mulher Maria Judite de Carvalho quando era menina e moça.

Há ainda pouco tempo li "O morador do vão da escada", um conto dele, que vinha incluído em "Do Conserto do Mundo".

Quanto a ganhar o Prémio Nobel... é uma outra história!

BRANCAMAR disse...

Pois parabéns à Casa do Alentejo por tão bom gosto e a ti por nos trazerse estas notícias.
Bem haja quem homenageia os nossos agrandes escritores e artistas, tantas vezes mais galardoados e reconhecidos por outros países.
Continuamos à espera que os nossos governos e televisões, bem cmo a maior parte da imprensa não se esqueça de voltar a parâmetros mais elevados e apoie mais a cultura.
Sei que estou em falta por aqui, como por muitos, muitos amigos, nada que tenha a ver com esquecimento, mas com algum cansaço que me obrigou a parar outras vezes a ser mais lenta nesta caminhada.
Obrigada por tudo o que já me deste antes e desculpa se nem sempre respondi logo.
Beijos

Luís Coelho disse...

Lembrar aqui Urbano Tavares Rodrigues é prestar-lhe uma homenagem merecida e ao mesmo tempo um caminho para a leitura das suas obras.

Certamente não escreveu a pensar em prémios.
Deixou os seus pensamentos falarem muito claro.
Abriu o livro que está na sua alma e mostrou-nos algumas coisas do muito que ainda lá tem.

Mulher disse...

Admiro muito este Senhor da escrita.Homenagem merecida, talvez tardia,mas outras já se fizeram!
Obrigada a ti, por trazeres aqui estas escritas!

Joana disse...

Nunca li nada dele, mas ainda estou a tempo. :P

Beijinhos

lino disse...

Uma merecida homenagem!
Abraço

Ezul disse...

Que pena não ter sabido! Gostaria de ter estado presente!

BRANCAMAR disse...

Reparei que o texto acima tem letras trocadas e falta de outras, mas creio que é entendível. Peço desculpa, é esta cabecinha que anda muito baralhada e reflecte-se no teclar.
Beijos e boa semana.

Ana disse...

Merecia muito, um grande escritor!