quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

RICOS, MÉDICOS E MULHERES VIVEM MAIS ANOS...

... que os pobres, os operários - por exemplo - e que os homens!

Quanto mais rico e instruído se é maior probabilidade há de se viver mais anos: um quadro pode viver em média 85 anos enquanto um operário pode aspirar em média a viver 75 anos - isto parece ter a ver com os hábitos que os homens "condenados" a operários parecem ter desde muito novos: fumar, beber e fazer uma alimentação desregrada; a associar a isso o facto de os operários - ou pelo menos alguns - terem trabalhos de grande desgaste físico.
Os ricos podem ter uma alimentação mais... rica e variada! Também têm a vantagem de poder pagar bons médicos e boas clínicas, e geralmente vivem mais próximo - ou chegam lá mais depressa - de centros de saúde, de hospitais ou outros locais onde possam ser assistidos em caso de doença grave.
Os médicos são a classe profissional que vive mais anos, apesar de serem os que trabalham mais (média de 56 horas por semana) e até mais tarde. Não que tenham melhores hábitos que outras classes profissionais - até há uns anos atrás os médicos eram a classe profissional que mais fumava (37%) - mas talvez por saberem identificar os sintomas de algumas maleitas.
É um dado adquirido desde sempre que os homens em média morrem mais cedo que as mulheres, antigamente devido a guerras, acidentes, maus hábitos alimentares e de bebida, mas mais recentemente devido essencialmente ao tabaco e outras drogas. No entanto, isto pode vir a mudar nos próximos anos pois o número de mulheres que fuma tem subido exponencialmente, especialmente as que têm profissões de muito stress, como secretárias, professoras, educadoras de infância, ou ligadas às artes - certas artes!
E por falar em mulheres, aqui fica uma foto de mulheres saudáveis, daquelas que todos os anos correm em favor de causas nobres, mui nobres! Bem hajam... e muita esperança média de Vida para todos, homens, mulheres, médicos (bem precisos são), operários (ainda há?), ricos (cada vez são mais), pobres (cada vez são mais), remediados (cada vez são menos) e uma excepçãozita apenas a alguns... políticos (alguns bem podiam hibernar)!

foto d' O Meu Sofá Amarelo

8 comentários:

Secreta disse...

Só vale a pena viver mais anos , se forem com qualidade. Não?

Diário de um Anjo disse...

Será que as mulheres vivem mais porque "deitam cá para fora" mais vezes o que sentem?
beijinho

lino disse...

Eu penso que as mulheres é que dão cabo dos homens (pelo menos do juízo) :D
Abraço

Ana disse...

Não fazia ideia de que os médicos vivessem tanto...
E penso que já não há operários!
Beijinhos

Patrícia disse...

A futura revista "Intervenção" é o reflexo do pensamento de seis jovens indignados com o panorama da sociedade.
A revista parte de uma iniciativa que tem por objectivo uma crítica àquilo que vemos mas que nos passa completamente despercebido.
Desta revista surge um blogue "Realidade Paradoxal" : realparadoxal.blogspot.com
Gostaríamos que comentasse o nosso blogue e se acha que o nosso projecto é de facto interessante, que o divulgasse.

Desde já um muito obrigado

Joana disse...

Mais do que a profissão, na minha opinião a longevidade está nos genes. Os meus bisavós foram todos trabalhadores do campo e morreram bem velhinhos.

Beijinhos

Justine disse...

E se se for simultaneamente rica, mulher e médica? Vive-se até aos 120 anos???

argumentonio disse...

bom estudo!

fica assim agora demonstrado o que sempre todos souberam...

a capacidade económica pode proporcionar, regra geral, melhor protecção contra vários riscos, desde logo pelo bem-estar e largueza de meios, mas incluindo decisivamente níveis mais adequados de alimentação, segurança, informação, conforto e acesso a boas terapias

um maior nível de instrução obviamente nos adapta melhor para compreender o mundo bem como para a preparação e entreajuda convenientes à sobrevivência e ao desenvolvimento

as mulheres poderão ter uma predisposição genética para uma vida mais prolongada, seria então uma estratégia da natureza para a adaptação da espécie, conferindo às mulheres um papel especial na preservação e continuidade da humanidade; mas também poderá ser verdadeira outra vertente: o papel que as melhores desenvolvem nas comunidades, sobretudo nas famílias, constitui uma boa preparação (pelas actividades desenvolvidas, pela sua intensidade e pela maior capacidade de relação e de aprendizagem) que lhes permite maior longevidade

certo, certinho, é que é mesmo assim que acontece

mas o crítico, editor e escritor Luís Pacheco, viveu uma longa vida apesar de ser homem, pobre e doente, pode ser uma excepção - no entanto, era muito culto

será essa a verdadeira explicação?

;_)))