quarta-feira, 13 de outubro de 2010

QUANTO VALE UMA CRIANÇA?

Foto da direita da autoria de Play Time em exclusivo para O Meu Sofá Amarelo

Parece que para o Estado/Governo em Portugal pouco vale! Não apostar na maternidade e no rejuvenescimento da população (em especial nos países da Europa ocidental e central) é o pior erro que um país pode fazer. Digo mais, é uma estupidez, uma falta de visão, uma falta de consciência e de coerência, atitudes políticas que as futuras gerações irão pagar muito caro!
E o Estado/Governo em Portugal é especialista em dificultar a vida a quem quer ter filhos: ora retirando apoios, ora reduzindo-os, ora não dando condições necessárias aos casais e às mulheres que terem ter filhos.
Agora a última medida tomada foi a de dificultar a vida às mulheres inférteis ou com dificuldade em engravidar: para não gastar uns míseros euros os tratamentos destas mulheres são logo interrompidos após o 1º tratamento, quando se sabe que nestas coisas raramente resulta à 1ª vez. 
Ter um país em Portugal nos tempos que correm é um autêntico milagre, algo só ao alcance de heróis e heroínas... que, infelizmente, vão sendo cada vez menos... 

6 comentários:

Anónimo disse...

Olá!
Vou sentar-me (des)confortavelmente neste sofá (porque ninguém pode estar confortável a falar de direitos que os portugueses vão perdendo), e manifestar o meu voto de verdadeiro repudio, por esta e outras medidas que têm vindo a ser tomadas em torno de direitos sociais que temos vindo paulatinamente e de forma encapotada a perder .E nós calados; e que pensamos nós disto"bom não é connosco, Não somos velhos, temos emprego, nao somos doentes e até já temos filhos"
A estas medidas podemos chamar medidas de exclusão social. estamos a assistir a uma desumanização da sociedade em que vivemos. E nós calados!" Não é connosco"
O direito a ter um filho é indissociável de um bem estar comunitário.E nós calados! "Não é connosco"
A tendência para reduzir, é uma medida estrutural do governo, e isto porquê, por causa da conjuntura????
"Bom! mas não é connosco".
Esta mentalidade quase racista do "não é connosco"Está a deixar-nos vegetativos em relação ao que se têm vindo a passar neste país no que diz respeito ás medidas tomadas. E neste caso concreto à saúde e ao direito de ser feliz.
A estes traços já estamos a habituar-nos . Mas um dia vai ser connosco e ai...?
O que sinto é como diziam os irmãos Coen " este pais não é para velhos", mas também não é para novos(digo eu).
Bom está a tornar-se impossível ficar indiferente porque começamos a ter consciência que que a miséria está a bater na nossa porta.

Isto dava pano para mangas mas.... fica para a próxima oportunidade.
Gostei do post Alexandre :)
Play Time

Luís Coelho disse...

Todas as medidas saídas deste governo são cada dia piores e mais desumanas.
A penalização da família e dos jovens e ainda a destruição do nosso sistema educativo estão em marcha acelerada.
Num futuro muito próximo veremos a incompetência destas medidas.
Todos vemos os erros mas deixamos andar.........
Até quando...????

Joana disse...

Em Portugal quem sofre as penalizações são sempre os mais "fracos". Infelizmente.

Beijinhos

argumentonio disse...

de facto, alguém fez asneira na interrupção precipitada do apoio a tratamentos de fertilidade em curso

mas quanto à reivindicação de direitos, por muito legítimos e meritórios, não como encarar de frente o problema do respectivo financiamento, isto é, quem paga e quanto!

para quem estiver disposto a pagar, não há qualquer impedimento...

e para quem quiser contribuir, o IRS permite destinar uma parte dos impostos

é passar das palavras aos actos!!

força, os beneficiados agradecem e a sociedade em geral também!!!

;_)))

Ana disse...

Olá!
Cada vez é mais dificil ter filhos neste país. Atrevo-me a dizer que é preciso muita coragem para ter filhos, principalmente quando o Estado complica muito a situação, são os abonos já magros, a baixarem, são os custos associados...
Não sei onde vamos parar com estas medidas...
beijinhos

Ezul disse...

Um País em vias de extinção? Infelizmente, a cada dia que passa tudo parece confirmar esta tese!
Quanto a atitudes que possam mudar esta situação, bem me interrogo sobre o que é possível fazer. Já vimos que as manifestações do tipo "grita uma vez ou duas e vai para casa" não servem para nada.Eleições? Mais do mesmo ou a moda do vira o disco e toca o mesmo...ainda se as pessoas deste País acordassem a tempo de construir uma postura séria e activa, de assumir o papel de verdadeiros cidadãos: críticos, justos e solidários!...