domingo, 31 de outubro de 2010

MUDA A HORA DE UM TEMPO QUE O TEMPO DA HORA NÃO MUDA...

Há um tempo 
que o tempo não desfaz
É o tempo das palavras ditas
Um tempo das imagens escritas
Um tempo que o tempo traz
Nos desenhos de um tempo
Que o tempo não desfaz
Inscrito em tons de cinzas
Impresso em papel mate
Porque há sempre um tempo
Que o tempo não esbate!

Imagem do tempo colhida pel' O Meu Sofá Amarelo 
na estação de Sta. Apolónia, Lisboa, no dia 23 de Agosto de 2010

18 comentários:

Joana disse...

Gostei da foto e das músicas. :)

Beijinhos

Ana disse...

Detesto este horário de Inverno!! Só de pensar que anoitece muito mais cedo...
Beijinhos

argumentonio disse...

ora boa, hora boa em boa hora!

ao ganhar uma hora, mesmo para ouvir as bátegas de chuva na madrugada, podemos sentir que em alguma medida controlamos o tempo ou dele podemos dispor e contabilizar criativamente!!

daqui a seis meses, se voltarmos a perder a hora administrativamente conquistada, sempre poderemos culpar o governo, qualquer que ele seja...

isto se ainda houver algum!!!

;_)))

Jorge disse...

Foto do quotidiano... um instante do tempo congelado em papel mate...
Abraço.
J

mulher disse...

Bom dia, das bruxas!Temos que admitir que as há BOAS. Gostei do poema. Bjinho bom domingo.

Anónimo disse...

Este jogo que vivemos é rápido (a vida), com um resultado final demasiado fragmentado do tempo, em pequeninos episódios na construção da nossa identidade . O tempo, já não é uma estrada , uma recta, um caminho... mas pequenos e variados caminhos que vamos percorrendo e temos obrigação de tirar deste nosso "curto" tempo a maior felicidade. Temos o dever de ultrapassar as coisas menos boas com estratégias adequadas, e não adiar "o bom da vida" sempre que nos seja possivel. Seja o que for que se procuramos é necessário conseguir agora, uma vez que nunca poderemos saber se a felicidade que hoje procuramos continuará a ser satisfatória amanhã

Gosto da foto, gosto do texto (hoje e agora e se calhar sempre :)
Parabens
Play time

Lia disse...

Olá Sofá,

voltou a tua veia de poeta :0)

(não vale a pena pensar no(tempo) do amanhã, quando o(tempo) do hoje ainda vai a meio...)

Beijokas e bom domingo*

Luís Coelho disse...

Bonito poema que atento se faz das mudanças vividas nas horas do tempo que o tempo desfaz.

Filoxera disse...

Aqui também uma questão de perspectiva...
Beijos.

axadresado disse...

bonito blog
parabens!!

Maria João disse...

Perfeito este post!

Pelo poema escrito, num tempo que embora desfeito, novamente se refaz a preceito sempre que o vento traz outro tempo.

Pela foto que está simplesmente fantástica!!

Pela Rumba, que é compasso lento da sensualidade que devemos encontrar no tempo.

Um beijinho
Parabéns!

Rosa Carioca disse...

Gostei do poema e do "instante" da hora "tirada".

Maria disse...

Ontem não consegui comentar-te...
Gosto imenso da foto!

Beijinhos.

lino disse...

Nunca percebi esta treta da mudança da hora.
Abraço

Marta disse...

Belíssima imagem :)
posso levar? com os devidos créditos, claro...

São disse...

Um bem conseguido post, com tudo a condizer: texto , foto e música!

Boa semana.

AnaMar (pseudónimo) disse...

Uma foto que me faz sonhar.
O poema bem a tempo de nos fazer pensar.

Agora sento-me um pouco neste sofá, onde não vinha faz tanto tempo.

É o tempo que não temos, ou não sabemos aproveitar;-))

beijinho

Marta disse...

Estou sentada confortavelmente e a ler o teu poema...
Há que tempos não lia um poema teu...mas ainda bem que voltou o tempo em que escrevias poemas...
A foto uma beleza.....
Um poema em si, um retrato de beleza....
Beijos e abraços
Marta