quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

HISTÓRIA DA PILHA DO RELÓGIO E DO RELÓGIO QUE FICOU SEM PILHA!

Foto do dia
A Vida muitas vezes é difusa. Aliás, a Vida é sempre difusa, resta-nos procurar nela pequenas definições... há quem passe pela Vida e nunca as encontre (às definições)

A história da pilha do relógio e o relógio que ficou sem pilha

O relógio favorito dele deixou de funcionar! Nada de grave, nada de especial! Foi só a pilha que acabou, ficou sem carga! Ainda assim tinha durado uns 3 anos. Para uma pilha já não é mau!
As pilhas de relógios colocam-se nas ourivesarias... mas ele não tinha à vontade de ir a uma ourivesaria 'empatar' os vendedores por um euro e meio, mais coisa menos coisa... nas ourivesarias compra-se ouro, prata, jóias, relógios caros... e ele não estava disposto a comprar alguma coisa de ouro para acrescentar: 'ah, e uma pilha para o relógio também!'.
Até que ela se ofereceu para lhe levar o relógio a uma ourivesaria e assim pôr de novo os ponteiros do relógio na sua marcha cadencial. Combinaram um dia - mas ele esqueceu-se do relógio -, combinaram outro dia mas o tempo correu célere, não houve... tempo! Mais outro dia... e outro dia... havia sempre alguma coisa que impedia que o relógio levasse a pilha...
Combinaram outro dia. Nesse dia sim, ela iria levar o relógio e tudo voltaria a funcionar! Mas nesse dia ela não apareceu... e ele nunca mais a viu nem nunca mais soube dela! E o relógio... pois o relógio favorito dele ficou para sempre sem pilha... e os ponteiros nunca mais se moveram! Quando o tempo pára não faz sentido pô-lo de novo a andar...

8 comentários:

Marta disse...

História interessante e às vezes, há coisas que é melhor ficarem esquecidas no tempo....
Obrigada pela visita e pelos comentários.
Beijos e abraços
Marta

t i a g o disse...

Gostei da história!

Maria João disse...

Magnifico texto! Uma analogia perfeita entre o tempo e a vida e o que fazemos,muitas vezes, com ambos.
Lembrei-me da porta que se abre e fecha enquanto olho para o relógio para ver as horas....

Um beijinho

Chris disse...

Essa estranha indefinição do tempo, ponteiros que o tempo não recorda...
Gostei deste texto!
Chris

argumentonio disse...

bela história!

mas os ponteiros não param o tempo!!

e até estão certos, duas vezes ao dia!!!

;_)))

Ana disse...

Olá!
Que história linda!
Mas ele vai acabar por ir pôr uma pilha no relógio!;)
Beijos e bom fim-de-semana

Filoxera disse...

Tenho andado a tratar de pilhas e braceletes de relógios "antigos".
:-)
Beijos.

Carlos Albuquerque disse...

Com pilhas, ou sem elas. De ponteiros, ou deles despido, o relógio não para.
Muito menos esse desalmado do Tempo que, não pára não, anda sempre louco, em correrias, levando-nos atrás!
Raio de bicho! Ninguém o trava!
Ela? Naquele dia o Tempo fez um desvio e levou-a. Quando se pôs, de novo, no caminho certo, já dela não sabia.
Grande abraço!!!
Bom fim-de-semana
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Vá, põe uma pilhazita no relógio, tadinho!